Quando há borboletas nos meus pés, disperso tão fácil como a petála
da flor. Quando o sol me beija assim, esqueço que ando em ruas, me vejo
no mar, só com a brisa a me cobrir. E quando vou sorrindo, o mundo vai
me vendo e sinto a onda do mar acariciando meus seios...
Sensações de lembranças....metaforizando o dia-a-dia...tão comum...
quinta-feira, julho 07, 2016
terça-feira, julho 05, 2016
Meninas e Meninos
Uma do caderninho novo preto e fofinho..... meu novo companheiro na hora de escrever....
Olha menino
Olha em volta
Fiquei redonda
Num certo espaço do tempo
Num abismo concreto
Cheio de vida e ao relento
Ah que cheiro é esse?
Saltando no ar
Lamentando não estar
Em risos altivos, rubros
Olha lá menino
Que ela cresce a sua vista
Segue inteira na chuva
E toda nua se revela
Toda vestida de palavras
Frases e linhas
Olha lá menina
Que ela dança
Se entrelaça
E se acaba
Ela relaxa
Intensa
E desperta
Olha lá menino
Querer não é poder
E ter não é possuir
Coisas assim vem e vão
Só fica o universo meu que cumprimentou o seu
Em 2 segundos
Longos e inteiros
Repletos e indiscretos
Olha lá
Pois de cá já jaz!
E vai
E sai
Num mas
De mais
segunda-feira, julho 04, 2016
Ponto e fim.
Acontece que transbordo
Eu discordo
E surrealizo as menções
Eu me entrego as canções
São quatro enfim
Apesar de dois no fim
E que lábios diriam senões
Quando querem afirmações
E olhos se perdem em vozes
E palavras são as únicas ferozes
Eu discordo
E surrealizo as menções
Eu me entrego as canções
São quatro enfim
Apesar de dois no fim
E que lábios diriam senões
Quando querem afirmações
E olhos se perdem em vozes
E palavras são as únicas ferozes
terça-feira, junho 21, 2016
Mãos
Mil mãos partem em mim
Mil sentidos partem no fim
E mil anseios se permitem enfim
Milhares de palavras cochliam
Perdões alardem
Quereres perdidos
Porozos e ferozes
Louvemos o ar
A transa no estar
No meio do mundo
Liberdades íntimas em par
Livres sagrados polos
Louváveis e majestosos
Partem em mim
Pedaços do fim
Início dos íntimos
Desejos escusos
segunda-feira, junho 06, 2016
Conexão
Enquanto fazíamos amor, a beira do extâse. pretendi, de alguma forma, encontrar dentro do seu peito, agarrado ao meu por suor e forças mútuas, algo tipo ouro, mas sem consistência, sem matéria, sem valor, sem estima, gotas da alma ou energia.
Querendo que minhas gotas de ouro passassem para seu peito, quase flutuava para dentro de você. Como se fosse uma conexão, um nexo entre o mar e a terra, passando entre nós como um fluxo de energia, que me parecia mais um raio, mas sem saliências.
Mas isso tudo, só se passa na minha cabeça, pois meus olhos estão fechados.
Querendo que minhas gotas de ouro passassem para seu peito, quase flutuava para dentro de você. Como se fosse uma conexão, um nexo entre o mar e a terra, passando entre nós como um fluxo de energia, que me parecia mais um raio, mas sem saliências.
Mas isso tudo, só se passa na minha cabeça, pois meus olhos estão fechados.
segunda-feira, abril 11, 2016
Mestiça
Pegaram-me pelo braço
Disseram, porém, que sou menina hippie
Estratificada na menção
Do que é uma sociedade racial
Terminaram por me definir
Como quem sassarica nua por ae
E que curiosos maldosos poderiam me difamar
Mas, ás vezes, me amar
Disseram-me:
Coisinha linda
Quero te!
Para beliscar
Somente o meu prazer
Mas eu apaguei no seu desejo
Pois, sou tão egoísta
Só gosto, mesmo, do meu gozo
Só arrisco meu beijo
Quanto maior for meu desejo
Mestiça
Pequenos olhos de gueixa
Cabelos nem pixaim
Nem longas madeixas lisas
Nariz borrachim
Boca grande coração
Nada tenho de Alemão
Mais para Criola Branca
Eu sou
Mais
Bem mais
Do que se Vê
Do que se Vê
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