Dei-me conta do amor
Dei-me conta dos sorrisos
Dos filmes e dos tristes caminhos
Dei-lhe créditos há muito escondidos
Dei-lhe amor para as lembranças
Sentei e aproveitei momentos bons
Mesmo que mude
Mesmo que tenha tido as imperfeições
Foi sempre amor
Mesmo que alguém esqueça o que passou
E não foi perfume ou música
Foi saudosismo sem alude
Foi paz e perdão
Para mim
Para ti
Dentro de mim
Pois
Creio eu
nunca é tão tarde para ligar
Para apaziguar
E deixar para trás
As madeixas ruins
As deixas
Lamúrias
Lágrimas
De tudo mais que passou...
No mais
Ficou
Bejio, flatulência
E narizes
Mesmo que mude
Onde quer que esteja...
Frases da música "Mesmo que Mude" do Bidê ou Balde.
terça-feira, novembro 22, 2016
sexta-feira, novembro 11, 2016
Declaro guerra ao Pão!
São duas luas enormes surgindo de cada lado do meu
quadril? E essa bola enorme que se instalou na minha barriga?
Essa bolinha que não se esconde mesmo com as tentativas
de prender o ar, sufocando meu desespero.
Malgrado esse pão!
É culpa do pão!
Quando tomo banho e passo minhas mãos pela barriga e pelos quadris, sinto que
essas partes adjacentes não me pertencem. Ora bolas, onde foi que incorporei
esses adendos, horrendos, qual foi o dia que comi demais, que chocolates, que
batata frita, que PÃO? Quantos pães?
Todo dia que acordo entro num dilema terrível, comer ou
não pão. Porque mulheres como eu, como você, tem que ter esse dilema?? Porque?
Desde quando o coitado do pão é o culpado? Desde quanto a
delícia de um pão com manteiga e queijo minas virou pecado mortal?
Acontece que não é o pão, o vilão! São todas essas
expectativas impossíveis que estamos forçadas a alcançar. Ser mãe, boa dona de
casa, cozinheira de mão cheia, ter roupas legais, cabelo bonito, corpo bonito,
boa de cama, bem informada, com carreira em ascendência, desejada por todos,
até pelas mulheres, pelo marido, com uma pitada de loucura, beber cerveja feito
homem, tequila e cachaça, e ainda por cima ser magra!
Oi? Isso existe??
Confesso que segui a risca isso tudo! Talvez por
raríssimos momentos, fui boa mãe, magra, bebi igual homem, fui boa de cama,
louca, com carreira em ascendência, cabelo bonito, roupa legal e blá, blá, blá.
Não quero ser assim MEU DEUS! Quero acordar de manhã e
comer pão, quero colocar aquela saia de secretária sem me sentir mal porque não
estou com barriga zero! Quero brigar com meu filho, quando acaba a paciência,
sem ser repreendida pelos presentes.
Quero não ser boa de cama, quero só gozar e dormir feliz! Não quero beber
loucamente para provar que sou massa. Quero botar aquela roupa folgada e
rasgada, coçar o peito e ficar sem fazer nada, nada mesmo, pelo menos 1 hora! E
quero comer pão e batata frita sem me sentir culpada!!!
É POSSÍVEL??
Para os que acham que feminismo é só ismo, coisa de
achismo.
Abra sua mente, a guerra com o pão é uma simples metáfora
do machismo que sofremos todos os dias!
É só uma forma totalmente esdrúxula de manifestação de
todas as opressões e cobranças que nós mulheres sofremos todos os dias.
Estar com a unha feita, cheirosa, com batom, usar saia e
vestido, salto alto, maquiagem, magra e tonificada, bem cuidada, ser engraçada
e esperta, ser gostosa e humilde, amiga e companheira, curti os programas do
namorado/marido/peguete. Ser simpática, bem vestida, bem instruída,
inteligente, focada, corajosa e feminista, mas não tanto que incomode. Filhinha
do papai, da mamãe, norinha da sogra, do sogro, fofinha e condescendente.
Um exemplo de mãe, organizada, com a casa limpa e em
ordem, filhos bem educados, bem instruídos, bem alimentados, com higiene em
dia, matriculados na melhor escola, com quartos bem decorados, roupas legais,
livros interessantes.
Acabou?
Não!! Marido/Namordo bem vestido e bem calçado, com a
higiene em dia, armário bem arrumado, bem fácil de achar tudo o que precisa.
Bem alimentado e satisfatoriamente feliz sexualmente.
Acabou??
Não!!!!!!!!....Amiga que preza pela amizade, lembra dos
aniversários, de almoçar com as amigas, com os parentes da sua família, com os
parentes da família do marido/namorado.
E ainda tem mulher que vem e me diz, isso é a vida, não
reclame!
Não reclame você MULHER, comigo, que já aceitou que isso
é vida! Pois, para mim não é!
Desde quando todas as obrigações da casa são obrigações
únicas e exclusivas da mulher?? Quando todos os outros moradores que ali
residem sujam e coexistem no mesmo lugar ficaram isentos da obrigação de cuidar
do lugar que habitam???
Desde quando é obrigação única e exclusiva da mulher
educar, limpar, dar carinho, atenção, vestir,
decorar, organizar tudo em relação aos filhos????
Ainda tem a vida do marido, que por conseguinte, quem
organiza, arruma, decora e limpa, é quem? A mulher!
Cheguei a conclusão que minha guerra não é
com o pão, é com todo esse machismo opressor que nos envolve, como uma teia
invisível. Ouvi outro dia que o Brasil está entre os primeiros países no
Ranking de piores países do mundo para ser mulher!
Olha que coisa engraçada!
E ainda tem moças que me vem com um certo
mimi, cheio de si, dizendo que estou reclamando com a pança cheia. Pois, será
que você, mulher, não está sendo machista também??
Caiu em si o tamanho da sua propagação nessa
cultura ridícula??
Caiu em si que você sofre as mesmas coisas
que eu, e reclama como eu?
Mas, é fácil maltratar a companheira do lado,
pois que fomos criadas para nos culpar, pois a culpa, por acaso, é sempre da
mulher!
Ora bolas, queridas! Como parar? Como fazer
seu querido amor limpar a casa, ir nas reuniões da escola do filho??
Como competir igualmente no trabalho e não
ser vista como uma incompetente o tempo todo??
Pegar o carro despreocupadamente sem que um
filho de uma mãe, lhe dê recomendações apelativas para não bater o carro. Pois,
segundo o entender dele, você não é boa motorista, você e resto todo do sexo
feminino da família!
O que fazer?
Não sei como lidar!...E depois tem gente que
acha bonito Bolsonaro e Trump no poder!
Estamos mesmo nos tempos das trevas!
Sou mãe de um menino, e vou fazer de tudo
para que ele não seja machista, como é nosso mundo!
GUERRA AO PÃO?
GUERRA AO MACHISMO!
terça-feira, agosto 23, 2016
Porque preciso ser feminista
Estou tentando sobreviver no meio de malucos, e para destravar todos esses inconvenientes, preciso agir em desobediência civil ou social, por assim dizer.
Quando estamos a beira da lucidez, tendo os olhos descortinados, livres, insanamente descobertos, precisamos de muito colírio para aguentar a dor que a lucidez nos traz ao consciente.
É difícil enxergar, a penumbra é sempre mais atrativa e fácil.
Dito isso, percebi que não posso mais mentir ou desconsiderar coisas na minha vida, necessito encarar posições e assumí-las de vez.
Uma dessas posições tem ligação com o feminismo. Percebi nessa minha vida de casada, mãe e adulta o quão difícil é ser mulher, o quão somos realmente insultadas, desprestigiadas, o quão somos vítimas de abusos psicológicos e físicos.
Percebi quantas vezes fui vítima desses atentados.
E percebo agora, o quanto as mulheres a minha volta foram e são vítimas do machismo.
Mais do que isso, percebi que quando diziam que eu era feminista, me sentia mal, como se a denominação de ser feminista me colocasse no limbo social, do qual não queria fazer parte, apenas naquela situação, pois de fato estava estigmatizada.
Pois, foi essa atitude covarde, que me fez crer, de uma vez por todas, o quão necessário é ser mulher, e ser feminista.
Ser feminista nunca deveria ter sido vergonha para ninguém, muito menos para mim.
Ser feminista é muito mais do que eu mesma possa imaginar. Apesar, de não ter todo o conhecimento sobre o feminismo, está sob a fina camada da água com o ar, não havendo nenhuma profundidade no meu entendimento, preciso sim ser feminista. E, de uma vez, assumir que sou feminista.
E por mais motivos, dos quais todos os dias presencio atitudes machistas contra mulheres.
Por isso é importante ser feminista, é importante defender os direitos das mulheres e deixar de crer que o feminismo é algo ruim.
Somente uma conscientização indecifrável de mulheres, mudanças de comportamento e elucidação de todos, inclusive dos homens, para que possamos encontrar mudanças nesse cenário, tão arrebatador.
É preciso que mulheres sejam feministas, para criarem seus filhos respeitando mulheres e homens de forma igual, é preciso que homens sejam feministas, para modificar de uma vez por todas a visão errática do homem sob a mulher. É preciso entender, que o feminismo ainda é necessário!
Somente quando sentimos dor é que ficamos lúcidas!
Vamos mudar isso, nossos filhos e filhas não precisam sentir dor para iniciarem uma conscientização sobre equidade entre gêneros.
Eu sou feminista!
Quando estamos a beira da lucidez, tendo os olhos descortinados, livres, insanamente descobertos, precisamos de muito colírio para aguentar a dor que a lucidez nos traz ao consciente.
É difícil enxergar, a penumbra é sempre mais atrativa e fácil.
Dito isso, percebi que não posso mais mentir ou desconsiderar coisas na minha vida, necessito encarar posições e assumí-las de vez.
Uma dessas posições tem ligação com o feminismo. Percebi nessa minha vida de casada, mãe e adulta o quão difícil é ser mulher, o quão somos realmente insultadas, desprestigiadas, o quão somos vítimas de abusos psicológicos e físicos.
Percebi quantas vezes fui vítima desses atentados.
E percebo agora, o quanto as mulheres a minha volta foram e são vítimas do machismo.
Mais do que isso, percebi que quando diziam que eu era feminista, me sentia mal, como se a denominação de ser feminista me colocasse no limbo social, do qual não queria fazer parte, apenas naquela situação, pois de fato estava estigmatizada.
Pois, foi essa atitude covarde, que me fez crer, de uma vez por todas, o quão necessário é ser mulher, e ser feminista.
Ser feminista nunca deveria ter sido vergonha para ninguém, muito menos para mim.
Ser feminista é muito mais do que eu mesma possa imaginar. Apesar, de não ter todo o conhecimento sobre o feminismo, está sob a fina camada da água com o ar, não havendo nenhuma profundidade no meu entendimento, preciso sim ser feminista. E, de uma vez, assumir que sou feminista.
E por mais motivos, dos quais todos os dias presencio atitudes machistas contra mulheres.
Por isso é importante ser feminista, é importante defender os direitos das mulheres e deixar de crer que o feminismo é algo ruim.
Somente uma conscientização indecifrável de mulheres, mudanças de comportamento e elucidação de todos, inclusive dos homens, para que possamos encontrar mudanças nesse cenário, tão arrebatador.
É preciso que mulheres sejam feministas, para criarem seus filhos respeitando mulheres e homens de forma igual, é preciso que homens sejam feministas, para modificar de uma vez por todas a visão errática do homem sob a mulher. É preciso entender, que o feminismo ainda é necessário!
Somente quando sentimos dor é que ficamos lúcidas!
Vamos mudar isso, nossos filhos e filhas não precisam sentir dor para iniciarem uma conscientização sobre equidade entre gêneros.
Eu sou feminista!
quinta-feira, julho 07, 2016
O dia-a-dia
Quando há borboletas nos meus pés, disperso tão fácil como a petála
da flor. Quando o sol me beija assim, esqueço que ando em ruas, me vejo
no mar, só com a brisa a me cobrir. E quando vou sorrindo, o mundo vai
me vendo e sinto a onda do mar acariciando meus seios...
Sensações de lembranças....metaforizando o dia-a-dia...tão comum...
Sensações de lembranças....metaforizando o dia-a-dia...tão comum...
terça-feira, julho 05, 2016
Meninas e Meninos
Uma do caderninho novo preto e fofinho..... meu novo companheiro na hora de escrever....
Olha menino
Olha em volta
Fiquei redonda
Num certo espaço do tempo
Num abismo concreto
Cheio de vida e ao relento
Ah que cheiro é esse?
Saltando no ar
Lamentando não estar
Em risos altivos, rubros
Olha lá menino
Que ela cresce a sua vista
Segue inteira na chuva
E toda nua se revela
Toda vestida de palavras
Frases e linhas
Olha lá menina
Que ela dança
Se entrelaça
E se acaba
Ela relaxa
Intensa
E desperta
Olha lá menino
Querer não é poder
E ter não é possuir
Coisas assim vem e vão
Só fica o universo meu que cumprimentou o seu
Em 2 segundos
Longos e inteiros
Repletos e indiscretos
Olha lá
Pois de cá já jaz!
E vai
E sai
Num mas
De mais
segunda-feira, julho 04, 2016
Ponto e fim.
Acontece que transbordo
Eu discordo
E surrealizo as menções
Eu me entrego as canções
São quatro enfim
Apesar de dois no fim
E que lábios diriam senões
Quando querem afirmações
E olhos se perdem em vozes
E palavras são as únicas ferozes
Eu discordo
E surrealizo as menções
Eu me entrego as canções
São quatro enfim
Apesar de dois no fim
E que lábios diriam senões
Quando querem afirmações
E olhos se perdem em vozes
E palavras são as únicas ferozes
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