segunda-feira, janeiro 14, 2019

Mesa de bar

Minhas melhores vivências de empatia se tornaram uma mesa/balcão de bar falando da libertação dos remédios anti-depressivos/ ansiolíticos. 

Dos traumas da vida. 

Das pirações cotidianas, e dos sentimentos suicidas. 

Dizem que somos a geração mais doente da cabeça. 

Acho não!

Agora falamos disso no bar!

Meu amor, isso é revolução!


Daqui para frente, vamos tentar pirar menos a cabeça dos nossos filhos!


quarta-feira, janeiro 09, 2019

Vocês não sabem

Vocês não sabem como a gente se ama
Como é gostoso acordar com a pele dele macia grudada no meu corpo, a minha perna por cima da dele, uma longa sinfonia de gestos

Vocês não sabem como a gente se ama
Quando nada fica parecido, tudo muda, tudo evoluí, se desconstrói e se constrói novamente

Vocês não sabem como a gente se ama
Quando ele está com dor e eu acredito ser uma bruxa curandeira, benzedeira, e fico passando minhas mãos pelo seu corpo: saí fora dor! É o que ecoa dos meus olhos

Vocês não sabem como a gente se ama
Naquele dia que acordamos de braços dados, como que se tivéssemos ido dar uma volta pelas estrelas, caminhando como velhos apaixonados, tive certeza

Vocês não sabem como a gente se ama
Quando ele pega nosso filho nos braços e aconchega ele com carinho no colo

Ha......

Vocês não sabem como a gente se ama
Quando eu sofri dores na mente e ele me abraçou sem perguntar nada e deixou que molhasse de lágrimas seu ombro cansado

Vocês não sabem de nada
Quando brigamos, mas mesmo assim nos amamos

Quando estamos a beira do desespero, mas ainda nos amamos

Vocês  não sabem como se ama.

terça-feira, janeiro 08, 2019

Não tenho mais tantas críticas a fazer.
Vivi o bastante para errar como você.

(Será isso sabedoria de vida?).

segunda-feira, janeiro 07, 2019

Eu olho pra você e me pergunto: se você não desistiu até agora, apesar de todos os fracassos, de todos os dedos apontados, de todos julgamentos, até dos meus próprios. Quem sou eu pra desistir?

Você é a pessoa mais forte que conheço.

O silêncio

Você consegue exprimir sorrisos, sem sentir o rasgar fácil dos lábios sob os dentes.

Você consegue chorar na piscina enquanto todos brincam, e fingir que suas lágrimas são apenas gotas de água cheias de cloro.

Enquanto seu amado acaricia a pele das suas costas, um eu interior em desespero chora, e planeja como será a morte daquele corpo acariciado.

Quando as pessoas dizem que tudo é silencioso, não duvide. Se existem atores maravilhosos, esses são os suicidas.

Tem partes da vida que não queremos deixar, pessoas que não consiguimos deixar ir. Mas, as vezes a dor é tão grande, o fracasso é tão imenso, que não sobra mais espaço para nada, só um enorme ressentimento, um enorme "sem eu aqui, tudo seria mais fácil".

E é loucura.

Ao mesmo tempo que você pode entender sobre não precisar se sentir assim, se sentir assim é tão mais forte e incontrolável, que é impossível não sentir.

Já disse adeus em leves beijos a muitas pessoas, já me despedi dessa vida diversas vezes.

Um dia após o outro alguém me salva, o carinho de um bichinho me dá mais um dia, o sorriso do meu filho me oferece uma semana. Algum sentimento me dá mais algumas horas.

Mas, a dor.....
Sempre volta.

segunda-feira, dezembro 03, 2018

A gente

A gente tentava esconder
Mas a gente que redondava a gente
Via no nosso abraço um caldo de sentimento
Uns traços de lamentos

A gente até que prometia não ver
Mas, o corpo, nosso, denunciava
Era só chegar, estar ali, que a gente toda via: fascinação
Era o que se tinha

A gente até queria muito
Mas pouco podia
Muito explodia
E nada acontecia

É que a gente que não era nós
Era de mais para estarmos a sós

E era de importância essa outra gente
Acabava que nem cabia mais querer entre a gente

A gente, nunca mesmo, seria nós...
Só  seríamos gente