domingo, julho 26, 2015

Hoje de manhã, como de sempre, o João me acordou! E logo, fui verificando sua fralda e, como de costume, tinha um presentinho lá para mim!!! Como hoje em dia, ele pula, vira e etc, tive que achar uma distração para trocar sua fralda. E nessa empreitada, logo tomei o primeiro achado e dei ao João.
Era um caderno de viagens, daqueles que você anota coisas sobre os lugares onde foi. Por curiosidade, eu sempre quis ter um daqueles, pois eu e o Bruno vivíamos viajando, e naquele ano em especial, não viajamos muito, e o caderno de viagens se perdeu entre outras coisas.
Mas, dentro daquele caderno de viagens, havia um papelzinho sem vergonha com alguns rabiscos. João, muito atento a todas as novidades, logo tomou nota do papelzinho e já estava na iminência de amassá-lo em suas mãozinhas macias.
Foi quando tomei dele aquele papel e comecei a ler, notei que era, entre tantas, uma das poesias que escrevo no anonimato, que os serviços da casa me oferecem (é como se escondesse uma grande poetisa entre pratos e fraldas, entre batons e rímel e atitudes comuns do dia-a-dia, é como se ninguém soubesse o quanto eu realmente sou).
E ao ler, percebi que era uma poesia para o João, e entre todas aquelas palavras só haviam coisas bonitas, dizendo o quanto agraciada eu tinha sido por ser mãe.
Me esqueci de pegar o pequeno papel e transcrever aqui, online, aquelas palavras, mas me lembro de uma frase, a que mais me impressionou: Amor por amor.
Ser mãe, é ser amor por amor!
Feliz dias das mães, para todas as mães, que o são por puro amor!
Em especial feliz dias da mães para minha querida mãe, Carla Marcos, que entre todos os defeitos e qualidades de uma mãe, ainda assim, é uma mãe maravilhosa, cheia de colo e carinho. E, também, para a querida mãe de meu marido, Denise Blasio, que é uma mãe maravilhosa, com um coração enorme que aconchega a todos!!
E a nossa nova mamãe: Carolina de Blasio!! Que espera a nossa, já tão amada, Maia!..

E a vida evolua

E a vida, evolua!
Quando eu lhe pegava no colo
Por carinho e pura diversão
Pequeno coração tínhamos
Agora que pego no colo a razão do meu viver
Por puro amor e dedicação
Você desabrocha na inquietude da vida moderna
Evolua vida
Nos tempos passados remotos
A vida agora passa muito a pressa
Mas, para mim muito dispersa
Não mudo muito
Engordo as mesmas coisas
Sou do mesmo tipo
E, quase sempre
Me surpreendo com a mesmice do espelho
Enquanto você
Desdobra a cada mês
Enamora outros três
Modifica os cabelos
E me aparece a cada dia diferente
Evolua vida
Mas, nessa toada de vistas
Me sinto apaziguada
Expectando sua jornada
Que, de tão conhecida minha
Eu aprendo todos os dias
Evolua vida!

Amanhecer


Hoje foi delicioso amanhecer. João dormiu bem, apesar da gripe, não havia muito frio no ar da madrugada, o colchão abriu os braços e o cobertor me cobriu com muito calor. Havia também um cheiro e beijo gostoso do marido e um toque fininho e delicado da pele do filho.
Estava delicioso amanhecer!
Como costume de todo dia, eu e Bruno levantamos, e o João no seu sono profundo e prolixo nos sonhos, continuou a dormir, ressonando um som de anjo.
Com cuidado de quem pega algo muito precioso, passei meus braços por suas costinhas tão pequenas e suas perninhas gordinhas, suspendi aquele infinito de amor e o coloquei em sua caminha.
Era preciso, pois João se mexe muito, e pode cair da cama, como de fato já o fez!
Depois de guardar com carinho a pessoa mais amada da casa, fomos a cozinha, deslanchando pela casa uma moda desigual de pijamas desencontrados e roupões coloridos, era eu e meu marido.
Ataquei a geladeira, pois tinha cappucino, esquentei o leite, enquanto o Bruno matava a manhã com a gelada, e mortal, coca-cola. Eu fui de manteiga e queijo minas, nesses dias de frio não há coisa melhor, enquanto meu amado despejava um queijo no pão, descuidadamente, enquanto fazíamos planos para a ampliação da casa.
O papo tava tão forte, que a até o morro, de roupão, meia e havaiana, subimos para sonhar as novas inovações que pretendíamos para nossa casinha.
Quando o cappucino acabou, os pães e a, odiada por mim, coca-cola, me veio uma pontada de desânimo, a amanhã havia começado a acabar.
Acontece que as vezes, me despedir desse alvorecer é muito desanimador.
E fica para o resto do dia um querer, além, do prazer de amanhecer!

Como complicar o simples

Como complicar o simples: )
Memorando de organização e ação domiciliar
Apontamentos necessários de reformulação organizacional da residência familiar
Itens a serem organizados no sábado, cujo objetivo é facilitar a tomada de força parental familiar, frente ao desafio de trazer ao domicílio maior visualização organizacional, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela lei da sociedade civil:
1- Guardar roupas, já secas e retiradas do varal, em suas respectivas gavetas e armários de destino usual;
2- Guardar sapatos e botas do menor João, em seus respectivos destinos usuais;
3- Retirar da cama, pertencente ao casal, heterossexual e em matrimônio, Bruno e Juliana, toda a roupa que reveste o móvel, para então, trocá-la por outras em condições de limpeza aceitáveis para uso extenso de mais uma semana ordinária (comum);
4-Arrumar, organizando e destinando aos locais adequados todos os pertences depositados no berço de uso comum do menor João;
5- Proceder com o recolhimento de roupas que estejam sujas, afim de encaminhá-las à lavanderia, para que sejam devidamente lavadas e colocadas em local apropriado para secarem;
6-Retirar dos varias externos as roupas que apresentarem consistência seca e, após, destiná-las ao disposto no item 1;
7-Manter sem impedimentos a pia da cozinha, lavando e recolhendo talheres, pratos e outros utensílios;
8-Manter livre e sem impedimento a bancada que separa, de forma tênue, os setores cozinha e sala, sem qualquer utensílio de qual for o nicho da residência, exceto os que são próprios desse local e compõe o diagrama organizacional e decorativo da casa;
9-Aos demais itens anteriores, é imprescindível que sua execução seja realizada com atribuição sonora, em frequência alta, preferencialmente adotando estilo e composição de ordem musical excepcionalmente desconhecidas do senso comum societário, para desviar tensões, abrir a mente e movimentar a produção de pensamento e inquietação, capazes de traçar em papel narrativas e poesias.
Assino abaixo, o memorando de idéias organizacionais nos padrões linguísticos e literários cinzentos da vida capitalista e individual dos conhecedores da lei em abstrato e concreto.
Juliana.
Frase bem intrigante para o momento atual. Contextualizando: Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Minha Casa Melhor, programas sociais do governo, que de certa forma, submergiram classes sociais baixas à possibilidade de ter um conforto econômico e social maior.
Enfim, eis a frase:
"Portanto, aumentar a utilidade econômica e diminuir os inconvenientes, os perigos políticos; aumentar a força econômica e diminuir a força política" (XVI- FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder- Introdução escrita por Roberto Machado).
To refletindo até agora!
E como dizia Criolo....
"Governo estimula e o consumo acontece
Mamãe de todo mal e a ignorância só cresce
Fgv me ajude nessa prece
O salário mínimo com base no dieese
Em frente a shoppin' marcar rolêzin'
Debater sobre cota, copas e afins
O opressor é omisso e o sistema é cupim"

Massa

Oi Massa!
Te dizer algo sobre mim, algo na verdade que é um tanto controverso e particular
Vou dizer baixinho, pois capaz de eu levar um cocuroco, ou então, um baita safanão
Lá vai...
Sou contra Massa, sou contra abaixar a maioridade penal
Quer saber?
Adianta muito não
Casa de recolhimento não deu certo
Quiçá, vai ver, a colônia penal
Pensa ae Massa...
Pensa ae...se não tem mais coisa a fazer para tudo mudar
Tem coisa mais importante para se modificar
É trabalho árduo
Eu sei
Erro também
Mas, se a cabeça não muda meu Velho
Quiçá, o Mundo!