Você me confunde nesse mês de coisa a gosto. E perco, revejo o outro, que um vento traz só ele, perco e vejo sua tempestade chegando. Distraindo-me os cabelos já desarrumados de um sopro tão fosco.
Meu peito fica desarmado perto de sua alma tão alinhada. Perco o caminho e atiro minhas filhas ao modo altruístico, deixo morrer pouco a pouco minhas veias para deixar lhe em fronteira, assim não penetra minha pequena solidão.
Essa beleza instantânea derrete a fibra de metal estendida em meu corpo, e logo me atira em água fria, me congela a sua livre consumação. Tudo está tão ganho e perdido. O dia cabe em uma só hora, nada valerá ou se prestará, minhas semanas em minutos fajutos.
Que seja hoje ou amanhã. Fico tentando achar desculpa para não ver, fugindo do que se corre atrás, do que se quer mais que água em sede. Ser próprio carrasco da carne que lateja, virar apaixonado indignado e perder o meu espírito a menos de uma palavra. Sua vinda já não traz alegria, que me perco em não saber se quero ou não, sabendo que ao fundo do tempo é desejo que mata, ver te faz mais falta, choro e não creio, desejo não ver que fui tão bêbado, tropeçando no arco-íris, deixando para trás meu pote de ouro por menos de um grilhão.
E vivo assim, a menos de um pesar, um sorriso, um pranto intenso, recordando a própria história, querendo e perdendo. Caio em fim, já não respondo, deixo que meu destino lhe diga onde será o local da minha pequena grande morte rejuvenescedora.
sexta-feira, julho 10, 2009
terça-feira, julho 07, 2009
Relembrando Os Fados
Tamanha graça de ser pleno engano em toda certeza, em cada variedade de sentido, em cada palavra que esconde as vidas. Que escrever coisa anímica me atira em gozo profundo, me coloca em pleno estado avançado. Por que escrevo, releio, eu pinto as letras com a emoção, que de nada coerente tem posse, minha propriedade é o céu e a terra, é nela que vive meu amor infinito, a dar a este papel algo que lhes faça suar a mais entristecida lembrança. Alguns sonetos de Camões, alguns amores de platões. É assim que ainda assim, me digo várias vezes às veias, que o modo cai de moda, que a viagem será sempre em volta e nunca para sempre em linha reta.
Naquela que bem nasce a vida, naquele que bem empobrece nosso ser, é corpo cheio de mar, é vida cheia de criaturas a esperar. Não há de fato coesão na minha palavra e nem terá, por que não se consegue viver e explicar o por que do sol viver a esquentar, o por que da lira continuar a cantar, nem por que meu fado tão doce, aveludado não te encanta os sonhos que vem a sonhar.
É estranha e quase plenamente perfeita, porque será sempre a indiferença e a plenitude dispersa no ar, caminhando sobre as nuvens e quase nunca a andar sobre concreto azul daquele chão escuro de lá.
Não há mentira, é tão distante que se torna tão perto, é do fundo do seu ser, é do fundo do seu amor mais amado, e será a coisa mais sincera que lhes direi. E que em meus olhos não haverá incertezas, pode olhar homem, não escondo, não posso mais dar lhe o que não sou eu, com algum medo de esperar algo inesperado. Já não faço parte desse ensejo a nada, perdi minha máscara e agora sou menina, julinha estampada no ar.
E descubra que mais belo que um canto é o silêncio da voz em meio ao sol, quando o vento toca as folhas das bonitas árvores, filhas que vem voar no outono e mais lindas se enobrecem, aparecem e enchem de cor a primavera que vai chegar. É que quando escrevo meu leitor eu ouço uma música, eu sempre peço perdão a minha cativa alma, que anseia, que precisa de trilha sonora para chorar neste papel as mais belas e imperfeitas coisas da vida.
E nesse mero ensaio, que me dou a mão, que me coloco papel de letrista, eu vejo, eu ouço Madredeus a cantar bela canção que já chega lá, atravessa um oceano vem de Portugal me colonizar os ouvidos, me embarcar no seu grande navio, para assim me trazer as várias fantasias que as mouras de uma Europa vazia escondem no cais.
Naquela que bem nasce a vida, naquele que bem empobrece nosso ser, é corpo cheio de mar, é vida cheia de criaturas a esperar. Não há de fato coesão na minha palavra e nem terá, por que não se consegue viver e explicar o por que do sol viver a esquentar, o por que da lira continuar a cantar, nem por que meu fado tão doce, aveludado não te encanta os sonhos que vem a sonhar.
É estranha e quase plenamente perfeita, porque será sempre a indiferença e a plenitude dispersa no ar, caminhando sobre as nuvens e quase nunca a andar sobre concreto azul daquele chão escuro de lá.
Não há mentira, é tão distante que se torna tão perto, é do fundo do seu ser, é do fundo do seu amor mais amado, e será a coisa mais sincera que lhes direi. E que em meus olhos não haverá incertezas, pode olhar homem, não escondo, não posso mais dar lhe o que não sou eu, com algum medo de esperar algo inesperado. Já não faço parte desse ensejo a nada, perdi minha máscara e agora sou menina, julinha estampada no ar.
E descubra que mais belo que um canto é o silêncio da voz em meio ao sol, quando o vento toca as folhas das bonitas árvores, filhas que vem voar no outono e mais lindas se enobrecem, aparecem e enchem de cor a primavera que vai chegar. É que quando escrevo meu leitor eu ouço uma música, eu sempre peço perdão a minha cativa alma, que anseia, que precisa de trilha sonora para chorar neste papel as mais belas e imperfeitas coisas da vida.
E nesse mero ensaio, que me dou a mão, que me coloco papel de letrista, eu vejo, eu ouço Madredeus a cantar bela canção que já chega lá, atravessa um oceano vem de Portugal me colonizar os ouvidos, me embarcar no seu grande navio, para assim me trazer as várias fantasias que as mouras de uma Europa vazia escondem no cais.
domingo, julho 05, 2009
Jeito Juliana de Ser
Sou essa coisa, essa pintura errante, um despenteado sem penteado. Sou tarde em praia, na música de Itapoã, sou menina, caríssima, uma Bossa Nova cheia de alegria. Que penteia, eu já despenteio minhas mechas, meu cabelo que a luz do sol faz brilhar um ouro sem fim.
E descendo é minha pele cheia de sim que fica e arde a pura insensatez, não engano não, meu mel vem daquela terra de anis, aquela que perde a cabeça e enlouquece pelo chão quente, um vento, minha estranha, sou tua cria Bahia.
Ela é maneira estranha, é de perna de fora que anda, esbanja o cabelo grande na tarde vazia, e dança, dança a tarde toda na sua casa vazia. Ju é jujuba doce, é mineira por que é meiga perdida na luz da lua infinita. Linha ela é perfeita azulinha, cria vestes estranhas e perde a conta das horas de beijo bom.
Juli, quer mel de mais, é de fruta, banana, laranja adora nactarina, que pele bonita, e morde com jeito a maça cheia de vida. Refresca meu colo, bebe abacaxi com hortelã que é para te dar beijo que nasce no dia e perde a vida na manhã do outro dia sem rima.
Ju um cado minas, que guarda a adolescência, a essência mesmo quem diz virá crescer vem dela, minha terra quente que nasce no meu peito, não posso negá-la é minha linda a mais pura e quente Bahia.
Ju não traz mentira, é coisa doida, é minha prima, é perder de vista, ama loucamente e nem sempre se encanta com a mesma cama. A primeira visita, uma palavra ingênua, um troço de vista, aaa sua maravilha...
Não gosta de carne, não come sua bêbada palavra. Ela pinta, escreve, literária de nada, só dos sentidos tão graves que desmontam sua vida assim em papel lindo azul, amarelo, minha cor preferida é o branco, mas junto com verde de mar.
E que melhor mergulho é sem roupa no mar, a sentir seu bobo ficar sem jeito ao lado de menina tão liberta. Minha praia não tem ninguém só você e eu, e lá nado sem nada sinto o mar me beijar e acarinha meu seio nu na água salgada.
O sol é seu e meu, é pura tentação, coração, é calor que me deixa plena sem nenhum empecilho, é a pimenta que não arde, não desprende, que prende junta seu bem no meu mal, meu zen no seu bem.
Ju acordada na manha, não gosta de coca-cola, prefere suco laranja sem nada. Banana com aveia e mel, aquele mel que eu perco na sua boca beijo sem pensar. Ela veste, uma veste pequena, cai no sol, deixa ele me dar as boas vindas, me aquece o corpo, me faz suar me querendo o mar. E sem pudor é que trago meu calor ao corpo frio da água salgada. Brinca na brisa, naquela onda que me atira na areia sem dó. Perco nas horas as mais lindas varias, de encontrar estranha beleza em estar toda molhada com sal grosso a secar, minha pele toda sua praia do dia.
E quando vem caindo o sol me despejo naquela doce, água doce, fria que faz bico do peito em pé ficar. Diz que sensação boa essa, ela desce e atrai um vento da tarde. Que quero só que beije minha boca trêmula de um frio do banho.
E noite quente me traz uma roupa, é um vestido bem fino, uso sem nada, que é bom sentir o vento que vem do mar me acarinhar. E de repente arrepiar meu pêlo dourado, e lá vem amado me apertar contra seu peito, me faz quente ficar, me molha a boca e me faz pensar em esta a sós sem nada para pensar.
Juju...é assim...feliz de ser somente isso ai!!!
E descendo é minha pele cheia de sim que fica e arde a pura insensatez, não engano não, meu mel vem daquela terra de anis, aquela que perde a cabeça e enlouquece pelo chão quente, um vento, minha estranha, sou tua cria Bahia.
Ela é maneira estranha, é de perna de fora que anda, esbanja o cabelo grande na tarde vazia, e dança, dança a tarde toda na sua casa vazia. Ju é jujuba doce, é mineira por que é meiga perdida na luz da lua infinita. Linha ela é perfeita azulinha, cria vestes estranhas e perde a conta das horas de beijo bom.
Juli, quer mel de mais, é de fruta, banana, laranja adora nactarina, que pele bonita, e morde com jeito a maça cheia de vida. Refresca meu colo, bebe abacaxi com hortelã que é para te dar beijo que nasce no dia e perde a vida na manhã do outro dia sem rima.
Ju um cado minas, que guarda a adolescência, a essência mesmo quem diz virá crescer vem dela, minha terra quente que nasce no meu peito, não posso negá-la é minha linda a mais pura e quente Bahia.
Ju não traz mentira, é coisa doida, é minha prima, é perder de vista, ama loucamente e nem sempre se encanta com a mesma cama. A primeira visita, uma palavra ingênua, um troço de vista, aaa sua maravilha...
Não gosta de carne, não come sua bêbada palavra. Ela pinta, escreve, literária de nada, só dos sentidos tão graves que desmontam sua vida assim em papel lindo azul, amarelo, minha cor preferida é o branco, mas junto com verde de mar.
E que melhor mergulho é sem roupa no mar, a sentir seu bobo ficar sem jeito ao lado de menina tão liberta. Minha praia não tem ninguém só você e eu, e lá nado sem nada sinto o mar me beijar e acarinha meu seio nu na água salgada.
O sol é seu e meu, é pura tentação, coração, é calor que me deixa plena sem nenhum empecilho, é a pimenta que não arde, não desprende, que prende junta seu bem no meu mal, meu zen no seu bem.
Ju acordada na manha, não gosta de coca-cola, prefere suco laranja sem nada. Banana com aveia e mel, aquele mel que eu perco na sua boca beijo sem pensar. Ela veste, uma veste pequena, cai no sol, deixa ele me dar as boas vindas, me aquece o corpo, me faz suar me querendo o mar. E sem pudor é que trago meu calor ao corpo frio da água salgada. Brinca na brisa, naquela onda que me atira na areia sem dó. Perco nas horas as mais lindas varias, de encontrar estranha beleza em estar toda molhada com sal grosso a secar, minha pele toda sua praia do dia.
E quando vem caindo o sol me despejo naquela doce, água doce, fria que faz bico do peito em pé ficar. Diz que sensação boa essa, ela desce e atrai um vento da tarde. Que quero só que beije minha boca trêmula de um frio do banho.
E noite quente me traz uma roupa, é um vestido bem fino, uso sem nada, que é bom sentir o vento que vem do mar me acarinhar. E de repente arrepiar meu pêlo dourado, e lá vem amado me apertar contra seu peito, me faz quente ficar, me molha a boca e me faz pensar em esta a sós sem nada para pensar.
Juju...é assim...feliz de ser somente isso ai!!!
Despedida
Um medo, um comportamento, a perda, a simples ingratidão de não ter. Haverão dias que eram para ser seus, dias em que deveria estar e não estará. Que belo dia nasce hoje, que dia será melhor ou pior?
Nunca em meu peito alguém disse que iria partir. Porém, tu foi tão meiga e fulgaz, sem nem dar aviso prévio que queria que podia, de um dia tão feliz, não fazer mais parte do que foi eu, minha vida, minha tia.
Que tu não morava perto de mim, que eram só nas festas, aquelas luzidas que te via, que desde pequena é minha lembrança da tua branca face, aquele senhoril estranho, um retomado arcabouço, família. As irmãs de minha vó, da distância da família pai me deixou assim pessoa de uma só voz de Vó, de uma só vó Tia aqui.
Aprendi a querer ir a respeitar tua chegada, a querer carinho, papear coisas da vida e engrandecer nas tardes em que te encontrava pelos elogios que me dava. Percebendo a falta, dor incessante, cria de um mundo, é que não sei mentir meu coração que nunca encontrou perda assim que fizesse falta, que doesse, ferisse meu amor.
Que egoísmo esse meu, querer te quando já não estas. É que ainda queria ver te, ir a São Paulo a primeira vez e conhecer sua casa, minha Tia.
Que meu coração já não há adeus para dar, minhas saudades já esta, e que vou querer, perder meu sono a pensar que vestes a roupa mais branca que já vi, que me quer bem daí como sempre me cantou os dias em que eu te via. Que dance ai com seu menino, tia faz falta, mas sorria aonde está.
Quero pensar que esta no sol, que acredito tanto seja deus que me toca, que está nas arvores e quando a brisa vem me tocar é você beijando minha testa, que está no vento que vem me abraçar e com seu cheiro me traz a paz tão querida, que está nos cantos a cantar e naqueles que irão cantar sem nunca desafinar. É pura vida séria, é pura dor insana, é estranho acreditar que não estarás, cadê você e sua mão a acariciar.
É que da despedida sofre a pessoa a pensar no futuro, aquela expectativa, aquilo que você pensa não terá, mas que basta o corpo querer encher de vida a pessoa que já não está.
Meu pai daí que está, me dá a sabedoria para entender que ela não é mais uma menina, uma mulher, nem minha tia avó, ela agora é luz do dia, é estrada de estrelas, é espírito, alma mais linda, é minha paz, minha querida sombra, a água que já desce vem alimentar os dias, é minha fada madrinha e sei me olha de jeito amável bem daí de onde se é feliz sem medo do fim.
Nunca em meu peito alguém disse que iria partir. Porém, tu foi tão meiga e fulgaz, sem nem dar aviso prévio que queria que podia, de um dia tão feliz, não fazer mais parte do que foi eu, minha vida, minha tia.
Que tu não morava perto de mim, que eram só nas festas, aquelas luzidas que te via, que desde pequena é minha lembrança da tua branca face, aquele senhoril estranho, um retomado arcabouço, família. As irmãs de minha vó, da distância da família pai me deixou assim pessoa de uma só voz de Vó, de uma só vó Tia aqui.
Aprendi a querer ir a respeitar tua chegada, a querer carinho, papear coisas da vida e engrandecer nas tardes em que te encontrava pelos elogios que me dava. Percebendo a falta, dor incessante, cria de um mundo, é que não sei mentir meu coração que nunca encontrou perda assim que fizesse falta, que doesse, ferisse meu amor.
Que egoísmo esse meu, querer te quando já não estas. É que ainda queria ver te, ir a São Paulo a primeira vez e conhecer sua casa, minha Tia.
Que meu coração já não há adeus para dar, minhas saudades já esta, e que vou querer, perder meu sono a pensar que vestes a roupa mais branca que já vi, que me quer bem daí como sempre me cantou os dias em que eu te via. Que dance ai com seu menino, tia faz falta, mas sorria aonde está.
Quero pensar que esta no sol, que acredito tanto seja deus que me toca, que está nas arvores e quando a brisa vem me tocar é você beijando minha testa, que está no vento que vem me abraçar e com seu cheiro me traz a paz tão querida, que está nos cantos a cantar e naqueles que irão cantar sem nunca desafinar. É pura vida séria, é pura dor insana, é estranho acreditar que não estarás, cadê você e sua mão a acariciar.
É que da despedida sofre a pessoa a pensar no futuro, aquela expectativa, aquilo que você pensa não terá, mas que basta o corpo querer encher de vida a pessoa que já não está.
Meu pai daí que está, me dá a sabedoria para entender que ela não é mais uma menina, uma mulher, nem minha tia avó, ela agora é luz do dia, é estrada de estrelas, é espírito, alma mais linda, é minha paz, minha querida sombra, a água que já desce vem alimentar os dias, é minha fada madrinha e sei me olha de jeito amável bem daí de onde se é feliz sem medo do fim.
sexta-feira, julho 03, 2009
ANDORINHAS COPULAM NO AR – que façanha.....
A condição humana em caracterizar o prazer físico como ápice da relação comum conquista nas entranhas de todo um mundo algo levemente grotesco, porém com real capacidade de ilusão ótica. A característica finalística da idéia humana, homem, ainda trata tudo como algo plenamente animalesco.
E foi assim, sem saber de palavras vagas que todo início teve um certo começo. E se for pleonasmo foda-se!...
“ Soltar os braços e os cabelos, sentir seu próprio prazer, é assim que a mulher contemporânea bajula suas próprias façanhas. Clara, ela jamais poderá entender castidade, são mãos que garantem não só uma grave satisfação carnal, mas um estouro de auto-conhecimento. A certeza que ao tocar seus próprios seios faz sentir a vontade de ser beijada, e algo quente regurgita entre suas pernas, não há de fato vestígio, mas uma sensação que promete nunca ser saciada.
A prova de saber qual parte de seu corpo sente prazer só realiza mais expectativa, o auto toque não de fato trará a satisfação total, se trata de uma preparação, é um desencadear de sensações que serão descarregadas em outro corpo.
Abre-se um campo energético, o toque do outro parece estalar em sua pele, não é exatamente o ápice de um gozo, mas um gozo contínuo. Em plena consonância corpo e bocas tentam encontrar caminho exato, a acomodação perfeita entre o lábio e a fricção das línguas, o movimento dos braços, ora com objetivo de desvencilhar os empecilhos ora para encontrar a maciez da pele nua.
O encontro dos chacras, os seios e o peito. As mãos em loucura procuram trazer para si o desejado, seja de forma delicada ou outrora forte e feroz. Traduzindo a sede e o agitamento cardíaco, a explosão de hormônios. O parceiro começa a parecer tremendamente irresistível. O passar dos dedos pelos cabelos traz sensação peculiar da maciez, carinho em meio a desejo tão carnal. A grave penetração não seria destarte nada sem que os quadris se encaixassem e os seios e peito pudessem se tocar, com um beijo os amantes anunciam estão compartilhando o mesmo espaço, desafiando as explicações de uma física fajuta. Os corpos estão como um almágama, não há estrada entre eles.
A conjunção ocorre, inexplicavelmente prazerosa, como nem as mãos de nenhuma moça em sua intimidade poderão revelar tal gozo. A troca de posições infere em desprendimento, é a agilidade e o querer de ambos, até que haja congruência perfeita. Até que haja algo que passe do corpo à mente, quando ambos entram em estado de consciência alterado, nada se vê, nada se ouve, apenas tudo numa loucura, um encontro com o divino, uma só sensação que explode feito um furacão. É um estrondo, um alude, é coisa anímica.
As mentes voltam ao mundo, e é como se a melhor água tivesse percorrido sua pele, como se as mais belas especiarias tivessem lavado seus cabelos. Tudo se torna constantemente melhor, as veias correm com um sangue novo, algo está melhor. Um cansaço cheio de disposição, um êxtase, um sorriso ao canto da boca. A leveza, uma viagem quase energética.
É a maquiagem mais perfeita, os lábios pintados cor de beijo, vermelhos feito um morango. É um hidratante que percorre a pele já macia e perfeitamente em seu lugar, cheia de vida. É um mergulho no melhor elixir.”
E foi assim, sem saber de palavras vagas que todo início teve um certo começo. E se for pleonasmo foda-se!...
“ Soltar os braços e os cabelos, sentir seu próprio prazer, é assim que a mulher contemporânea bajula suas próprias façanhas. Clara, ela jamais poderá entender castidade, são mãos que garantem não só uma grave satisfação carnal, mas um estouro de auto-conhecimento. A certeza que ao tocar seus próprios seios faz sentir a vontade de ser beijada, e algo quente regurgita entre suas pernas, não há de fato vestígio, mas uma sensação que promete nunca ser saciada.
A prova de saber qual parte de seu corpo sente prazer só realiza mais expectativa, o auto toque não de fato trará a satisfação total, se trata de uma preparação, é um desencadear de sensações que serão descarregadas em outro corpo.
Abre-se um campo energético, o toque do outro parece estalar em sua pele, não é exatamente o ápice de um gozo, mas um gozo contínuo. Em plena consonância corpo e bocas tentam encontrar caminho exato, a acomodação perfeita entre o lábio e a fricção das línguas, o movimento dos braços, ora com objetivo de desvencilhar os empecilhos ora para encontrar a maciez da pele nua.
O encontro dos chacras, os seios e o peito. As mãos em loucura procuram trazer para si o desejado, seja de forma delicada ou outrora forte e feroz. Traduzindo a sede e o agitamento cardíaco, a explosão de hormônios. O parceiro começa a parecer tremendamente irresistível. O passar dos dedos pelos cabelos traz sensação peculiar da maciez, carinho em meio a desejo tão carnal. A grave penetração não seria destarte nada sem que os quadris se encaixassem e os seios e peito pudessem se tocar, com um beijo os amantes anunciam estão compartilhando o mesmo espaço, desafiando as explicações de uma física fajuta. Os corpos estão como um almágama, não há estrada entre eles.
A conjunção ocorre, inexplicavelmente prazerosa, como nem as mãos de nenhuma moça em sua intimidade poderão revelar tal gozo. A troca de posições infere em desprendimento, é a agilidade e o querer de ambos, até que haja congruência perfeita. Até que haja algo que passe do corpo à mente, quando ambos entram em estado de consciência alterado, nada se vê, nada se ouve, apenas tudo numa loucura, um encontro com o divino, uma só sensação que explode feito um furacão. É um estrondo, um alude, é coisa anímica.
As mentes voltam ao mundo, e é como se a melhor água tivesse percorrido sua pele, como se as mais belas especiarias tivessem lavado seus cabelos. Tudo se torna constantemente melhor, as veias correm com um sangue novo, algo está melhor. Um cansaço cheio de disposição, um êxtase, um sorriso ao canto da boca. A leveza, uma viagem quase energética.
É a maquiagem mais perfeita, os lábios pintados cor de beijo, vermelhos feito um morango. É um hidratante que percorre a pele já macia e perfeitamente em seu lugar, cheia de vida. É um mergulho no melhor elixir.”
quinta-feira, julho 02, 2009
A Carta
Um lugar, um dia de um mês de um ano.
Obs:
Leia ouvindo Janis Joplin, exatamente essa música, desde o começo.
“A woman left Lonely”
Ah meu querido amor, já não posso mentir para você, não agora. Não sou o que você pensa, nem o que pintou.
Fui muito para poucos e nada para muitos. Fui deixada e levada. Sofri minhas perdas e meus ganhos maléficos. Que meu rosto quase celestial cuida de um corpo tão arrebentado pelo amor deixado.
Que meu mel já foi de outro amor tão covarde e tão fulgaz. Perdi no jogo, deixei as cartas na mesa, e sim pedi carona na estrada.
Por isso meu amor, me ame como nunca amou uma mulher, e me faça sua como ninguém jamais fez. Por que eu sei fazer um belo café da manhã e as vezes posso ser uma boa dona de casa. Estarei disposta a deixar meu cabelo crescer e te amar do jeito que for.
Amor vem e me faça feliz, que de tristes histórias nós dois já estamos cansados, ouvindo canções melancólicas quase biografias nossas.
Pare com isso Baby! vem com sua mala, na minha cama tem lugar para você dia e noite. Se prometer que será meu e que eu serei sua, posso fazer seu almoço e seu jantar, se aceitar comer comida vegetariana.
Por que sou como você amor, sou solidão em busca de companhia, sou carência em busca de carinho, sou uma mulher em busca de um homem que queria ter filhos e viver sossegado numa casa simples a beira mar, por que quero descobrir com você Baby a loucura que é viver. E fazer amor com você agora e sempre, por que sei que vai ser a melhor coisa que já fiz na minha vida.
Então....
Desliga esse som, pega seu carro e vem, bate na minha porta e não me diga nada só me beije como naquele dia. Eu não vou entender, mas vou estar feliz e depois vou fazer amor com você como nunca fiz, vou abrir meu coração e deixar tudo para trás sem medo algum.
Obs:
Leia ouvindo Janis Joplin, exatamente essa música, desde o começo.
“A woman left Lonely”
Ah meu querido amor, já não posso mentir para você, não agora. Não sou o que você pensa, nem o que pintou.
Fui muito para poucos e nada para muitos. Fui deixada e levada. Sofri minhas perdas e meus ganhos maléficos. Que meu rosto quase celestial cuida de um corpo tão arrebentado pelo amor deixado.
Que meu mel já foi de outro amor tão covarde e tão fulgaz. Perdi no jogo, deixei as cartas na mesa, e sim pedi carona na estrada.
Por isso meu amor, me ame como nunca amou uma mulher, e me faça sua como ninguém jamais fez. Por que eu sei fazer um belo café da manhã e as vezes posso ser uma boa dona de casa. Estarei disposta a deixar meu cabelo crescer e te amar do jeito que for.
Amor vem e me faça feliz, que de tristes histórias nós dois já estamos cansados, ouvindo canções melancólicas quase biografias nossas.
Pare com isso Baby! vem com sua mala, na minha cama tem lugar para você dia e noite. Se prometer que será meu e que eu serei sua, posso fazer seu almoço e seu jantar, se aceitar comer comida vegetariana.
Por que sou como você amor, sou solidão em busca de companhia, sou carência em busca de carinho, sou uma mulher em busca de um homem que queria ter filhos e viver sossegado numa casa simples a beira mar, por que quero descobrir com você Baby a loucura que é viver. E fazer amor com você agora e sempre, por que sei que vai ser a melhor coisa que já fiz na minha vida.
Então....
Desliga esse som, pega seu carro e vem, bate na minha porta e não me diga nada só me beije como naquele dia. Eu não vou entender, mas vou estar feliz e depois vou fazer amor com você como nunca fiz, vou abrir meu coração e deixar tudo para trás sem medo algum.
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